José Nêumanne Pinto



Nascido na pequena cidade de Uiraúna, no Vale do Rio do Peixe, Alto Sertão Paraibano, nos limites entre a Paraíba, o Rio Grande do Norte e o Ceará, José Nêumanne começou sua carreira de jornalista em 1968 como crítico de cinema e repórter de polícia no Diário da Borborema de Campina Grande. Posteriormente, trabalhou no jornal Folha de São Paulo, foi secretário, chefe de redação e repórter especial da sucursal paulista do Jornal do Brasil, editor de política, de opinião e editorialista do O Estado de São Paulo e assessor político do senador José Eduardo de Andrade Vieira, ex-ministro da Indústria, do Comércio e do Turismo e da Agricultura. Foi ainda colunista na edição em espanhol do jornal The Miami Herald, onde escrevia um artigo semanal sobre o Brasil, e comentarista político e econômico no programa diário “Direito ao assunto”, no SBT.
Desde 1996 é editorialista do Jornal da Tarde, e a partir de 2000 dedica-se ao colunismo semanal do site Cineclik, especializado em cinema, e também é comentarista diário da Rádio Jovem Pan (“Direto ao assunto”), ambos de São Paulo. Integra também o Conselho Editorial do site “Trilhas Literárias”.
Carreira de escritor
Na infância como seminarista foi muito aficionado à leitura, tempo que seria a base de sua carreira profissional. Foi influenciado por grandes escritores e poetas como Antes, Augusto dos Anjos, Castro Alves e Manuel Bandeira.
Atribui a sua paixão pelas letras e pelo jornalismo às histórias que ouvia de sua mãe nas noites de lua do sertão paraibano. Desde essa época, ele sonhava em escrever suas próprias histórias. Hoje em dia, tem uma carreira de sucesso, com mais de dez livros publicados, três de poesia, um Romance e cinco de reportagens e ensaios políticos – entre romances, biografias e poesias. É um dos jornalistas brasileiros mais celebrados.
Curiosidade
Seu nome é uma corruptela do nome do cardeal inglês John Henry Newman. O fato é que ao registrá-lo seus país não levaram escrita a grafia correta do nome e a escrivã grafou como ouviu: “nêuman”, e acrescentou um “e” para aportuguesar.
José Nêumanne Pinto é torcedor do Campinense Clube, equipe de futebol da cidade de Campina Grande.
É um forte crítico do governo do Presidente Lula, sendo simpatizante do PSDB, principal partido opositor ao atual governo presidencial.
Neumanne foi o responsável ao escrever o prefácio do livro "Velas Enfunadas" do escritor Ronaldo Cunha Lima.

Publicações
1. Mengele, a Natureza do Mal, romance-reportagem, 1985.
2. As Tábuas do Sol, coletânea de poemas, 1986.
3. Erundina, a Mulher que Veio com a Chuva, perfil jornalístico e biográfico da ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina de Souza, 1989.
4. Atrás do Palanque, livro-reportagem sobre os bastidores da eleição presidencial de 1989.
5. Reféns do Passado, coletânea de ensaios e artigos políticos publicados na imprensa, 1992.
6. Barcelona, Borborema, livro de poemas sobre a arquitetura de Gaudí e o forró de Campina Grande, 1992.
7. A República na Lama, relato do folclore da República de Alagoas e história de sua queda, 1992.
8. Veneno na Veia, romance policial sobre o episódio dos “anões do Orçamento”, 1995.
9. Solos do Silêncio, poesia reunida, 1996.
10. Os Cem Melhores Poetas Brasileiros do Século, antologia, 2001.
11. As Fugas do Sol, CD em que leio poemas de minha autoria com trilha sonora original do maestro Marcus Vinicius de Andrade, 1999.
12. O Silêncio do Delator, Romance, 2004.

Premiações
Em 1975 foi vencedor do Prêmio Esso de Jornalismo Econômico pela série “Perfil do Operário Hoje”, para o “Jornal do Brasil”, e no mesmo ano, ganhou o Troféu Imprensa de Reportagem Esportiva, pela reportagem “Éder Jofre e o Boxe Brasileiro”, também para o “Jornal do Brasil”.
Em 2005, recebeu o Prêmio Senador José Ermírio de Moraes, da Academia Brasileira de Letras, por O Silêncio do Delator, melhor livro publicado no ano anterior.

Temas abordados:
Economia

Cidades de Origem:

São Paulo

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