Lito Rodriguez



Desde a juventude, o publicitário Lito Rodriguez, fundador da rede de lava-rápidos DryWash, queria empreender. Aos 19 anos, decidiu montar uma loja de móveis enquanto trabalhava numa empresa familiar do mesmo ramo. O negócio não deu muito certo e três anos depois, ele vendeu sua parte aos outros sócios. Não via possibilidades de inovação e crescimento na loja.

Foi trabalhar numa empresa, mas acabou sendo demitido. “Ali eu tive minha grande lição de vida: eu não fazia o que gostava, o dia não passava. Não tomei a decisão de pedir demissão e acabei demitido. Aquilo me doeu muito”, diz Lito. A lição foi tão forte que ele decidiu ser sócio de um cunhado em outro negócio. Percebeu, depois de um tempo, que a empresa não tinha nada a ver com ele e saiu. “Estava com uma mão na frente e outra atrás, pois tinha investido tudo que ganhei na rescisão do outro emprego. Só tinha a certeza de que efetivamente queria empreender”, afirma.

Já estava com 26 anos quando, em 1994, abriu um lava-rápido. Em pouco tempo percebeu que o setor sofria com a falta de profissionalismo e que a localização do ponto comercial era fundamental para o sucesso. Percebeu logo que era preciso investir nos funcionários “Qual é a parte mais importante de um lava-rápido? As pessoas. Eu não podia ter trabalho escravo, como via na maioria deles. O trabalhador não era motivado a se desenvolver, pois recebia por diária. Isso acontece muito nas grandes capitais e em 1994 era uma prática comum”, conta.

Ao fazer as contas, Lito percebeu que as contas do mês não fechariam se ele lavasse carros a R$ 12, como faziam os concorrentes. “Cometi um excelente acerto. Comecei a lavar por R$ 30. O cliente sentia que existia uma cultura. E a coisa foi se desenvolvendo”, afirma. O empresário teve também uma boa ideia, a de procurar uma forma de lavar carros em lugares onde eles ficavam um bom tempo parados, como nas garagens dos shopping centers. Mas havia um problema: como se livrar da água e do esgoto gerados?

Na cozinha da casa da sogra, Lito usou uma batedeira doméstica – que mais tarde se tornou um item histórico para a Dry Wash – para misturar alguns compostos químicos e criar um produto que permitisse lavar carros sem água. Surgia assim a lavagem a seco. Recorreu a uma indústria química para melhorar a fórmula e a DryWash se tornou um sucesso. Atualmente, a empresa tem uma indústria química, que produz todos os produtos usados na limpeza dos carros – e até de aviões e telefones públicos – e se tornou uma rede de franquias de lava-rápidos.

Lito afirma que poderia ter se surfado a onda dos produtos e serviços sustentáveis, por deixar de usar milhares de litros de água mensalmente, mas preferiu focar a publicidade de sua companhia na valorização das pessoas. “Todo o nosso desenvolvimento é para fortalecer nossa cultura e deixar um legado não apenas para a empresa, mas para outros negócios”, diz.


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