Clayton Conservani



Clayton virou expert em adrenalina, a ponto de perder a conta das reportagens de aventura que fez. Por exemplo, ele já participou de quatro edições do Rally Paris-Dacar, escalou os montes Everest (Tibete) e McKinley (Alasca), pedalou do Chile à Patagônia, na Argentina, surfou a pororoca do rio Araguari, na Amazônia... Além das fortes emoções, algumas destas experiências também fizeram o repórter encarar de frente o perigo. Ele trabalha para a TV Globo (Brasil), onde lançou no ano passado a série de grande sucesso, Planeta Extremo.Passar semanas sem ver a luz do dia, enfrentar ursos, disputar maratona na Antártica e ver de pertinho a aurora boreal: essas são atividades jamais imaginadas por grande parte da população mundial.
Porém, para o repórter Clayton Conservani, isso tudo é, além de comum, um enorme prazer. Conservani declara que nunca é muito cedo, nem tão tarde para começar uma atividade. Ao contar sobre sua aventura no Everest, disse ter ouvido muitas histórias de quem desistia, mas seguiu em frente, pois a vontade de vencer era grande e não deveria ouvir a voz dos derrotados.“O público, hoje em dia, gosta de me ver nessas roubadas. As pessoas se identificam muito comigo, porque eu não sou um super atleta. Eu me preparo e vou”.Na palestra ele fala principalmente na capacidade que temos em realizar tarefas que pareciam impossíveis. Fala muito de trabalho em equipe, planejamento e tomada de decisões sob pressão.Através de imagens e histórias, ele consegue mexer com as pessoas. Nasceu em Resende, no Estado do Rio de Janeiro, em 19 de abril de 1966. Formou-se em jornalismo pela Faculdade da Cidade em 1991. Ainda na faculdade, passou por agências de publicidade e, em seguida, começou a trabalhar na TV Búzios.
Em 1992, foi contratado pela TV Lagos, afiliada da Rede Globo na cidade de Cabo Frio. Em 1993, depois de passar pelo escritório da TV Norte Fluminense em Macaé, foi trabalhar na TV Aliança Paulista de Sorocaba, onde se tornou editor e apresentador do noticiário esportivo local. Seu trabalho na afiliada propiciou o convite para fazer matérias na capital paulista e participar de coberturas do Esporte Espetacular. São dessa época suas primeiras reportagens envolvendo esportes de aventura – que pratica desde os 11 anos. Em 1996, fez uma matéria na Pedra do Baú, em Campos do Jordão (SP), onde escalou, fez uma tirolesa e saltou de uma ponte preso a uma corda – na época, o bungee jumping ainda era pouco conhecido no Brasil. Em maio daquele ano, foi contratado como repórter do Esporte Espetacular e passou a trabalhar no Rio de Janeiro ao lado de jornalistas como Tino Marcos e Mariana Becker. Chegou a dividir a apresentação do programa com Glenda Kozlowski, Léo Batista, entre outros. Em sua primeira participação no programa, fez duas matérias especiais sobre a expedição que fez, acompanhando o alpinista Makoto Ishibe, ao topo do Illimani, montanha de quase 6,5 mil metros de altitude na Bolívia. Em 1997, teve sua primeira reportagem exibida pelo Jornal Nacional: uma entrevista com um torcedor fanático do Clube de Regatas Vasco da Gama, que venceria o Campeonato Brasileiro de futebol daquele ano. No ano seguinte, após cobrir no Havaí o Mundial de Ultraman – triatlo que inclui natação, ciclismo e corrida –, aproveitou a viagem para registrar as belezas do arquipélago em dois mergulhos: um diurno, para explorar cavernas vulcânicas; e outro noturno, quando registrou um pouco da vida das arraias gigantes do Havaí. Em 2001, cobriu no Rio de Janeiro a primeira edição no país dos X Games, competição que levou o esporte de aventura para a grade de programação da Rede Globo. Clayton Conservani também participou da cobertura do automobilismo, e, em 2006, cobriu a vitória de Felipe Massa no Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, disputado no circuito de Interlagos, em São Paulo. No ano seguinte, após registrar inúmeras corridas da Stock Car, cobriu no Nordeste a edição do Rally dos Sertões, considerada a maior competição off-road da América Latina. Também cobriu, desde 2000, a maior competição da categoria, o Rally Dakar, no continente africano. Em 2002, acompanhou Vitor Negrete e Rodrigo Raineri em viagem ao monte Aconcágua, na Argentina, quando os dois se tornaram os primeiros brasileiros a escalar a parte Sul da montanha, com quase 7 mil metros de altitude. Na aventura, usou pela primeira vez o kit correspondente, equipamento desenvolvido pela equipe da Central Globo de Engenharia que permite a transmissão de conteúdo tanto pela internet quanto por satélite. Em nova viagem com Makoto Ishibe, desta vez ao continente Antártico, fez uma série de cinco reportagens, intitulada Rumo ao Continente Gelado e exibida pelo Esporte Espetacular entre março e abril de 2003. Nessa viagem, acompanhou também os velejadores Betão Pandiani e Duncan Ross na travessia de 45 dias a bordo de um catamarã, desde a cidade de Ushuaia, na Argentina, passando por lugares como a Ilha Navarino, o Canal de Beagle, as Ilhas Lennox e o arquipélago de Wollanston. A navegação, considerada uma das mais perigosas do mundo, foi a primeira no local feita com uma embarcação sem cabine. Em 2005, escalou a montanha mais alta do mundo, o Monte Everest, com quase 9 mil metros de altura, localizado na fronteira do Tibete com o Nepal. Os detalhes da expedição, liderada por Vitor Negrete, também foram transmitidos graças ao kit correspondente. Apesar de ter desistido de chegar ao topo da montanha por motivos de segurança nessa primeira tentativa, cumpriria seu objetivo em uma segunda expedição, em 2008, quando chegou ao cume do Everest ao lado de Eduardo Keppke e Rodrigo Raineri. Em 2007, subiu a montanha mais fria do mundo: o McKinley, no Alasca, com mais de 6 mil metros de altitude. Com uma equipe de seis integrantes, na qual estava a cirurgiã plástica Ana Elisa Boscarioli – a primeira mulher brasileira a ter chegado ao topo do Everest –, conquistou o cume após 14 horas de escalada, em um percurso no qual chegou a ficar pendurado por sua corda após cair em uma fenda que se abriu no gelo. Clayton Conservani cobriu, em 2007, os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, sua primeira oportunidade de registrar um evento de esportes olímpicos. Para o Bom Dia Brasil, fez a série de reportagens Viagem no Tempo, na qual mostrou a evolução tecnológica por que passaram os esportes e os equipamentos utilizados pelos atletas.
Ainda para o Esporte Espetacular, em maio de 2009, viajou ao Amapá para ver os surfistas Marcelo Trekinho, Marcos Sifu, Jorge Pacelli e Sérgio Laus pegarem ondas de quase 3 metros no Rio Araguari, afluente do Amazonas. Em julho de 2009, estreou o quadro Esporte Extremo, no Esporte Espetacular, com reportagem sobre uma prova no Japão, Tocantins, que reúne modalidades como o mountain bike, o rafting e o rapel. Em julho de 2011, fez uma edição especial do quadro para o Fantástico, com quatro reportagens feitas ao redor do mundo: uma maratona de 42 km no gelo da Antártica; uma viagem à Cordilheira dos Andes, na América do Sul, para visitar os destroços do avião que transportava os integrantes de uma equipe de rugby uruguaia e que caiu há quase 40 anos no local; o registro, feito na Noruega, da aurora boreal; e um mergulho nas cavernas mais perigosas do mundo, nas Bahamas. Desde meados dos anos 2000, o repórter participa do Espaço Aberto, programa de reportagens e debates do canal Globo News que também inclui entrevistas com personalidades do esporte.

Temas Abordados:

Trabalho em Equipe
Motivação
Planejamento
Aventura
Esportes
Tomada de Decisões
Superação
Atingindo Metas
Atitude


Cidade de Origem:
Rio de Janeiro

Clique aqui

 

Para contratar ligue: (11)2221-8406

Vídeos Relacionados

Informações Adicionais