Rogério Ceni

Rogério Mücke Ceni, mais conhecido apenas como Rogério Ceni (Pato Branco, 22 de janeiro de 1973), é um técnico e ex-futebolista brasileiro que atuava como goleiro. Atualmente comanda o Fortaleza.

Revelado em 1990 pelo Sinop, do Mato Grosso, foi contratado no mesmo ano pelo São Paulo, equipe da qual foi titular de 1997 até 2015. Sua principal característica foi a lealdade ao clube que serviu por 25 anos ininterruptos, sendo atualmente o jogador que mais vestiu a camisa de um mesmo clube na história do futebol mundial, tendo superado Pelé, que vestiu a camisa do Santos em 1116 jogos, além do norte-irlandês Noel Bailie, que mantém o recorde europeu com 1014 jogos pelo modesto Linfield United, e Ryan Giggs, que disputou 963 partidas pelo Manchester United.

Rogério possui inúmeros outros recordes expressivos, tal como o de maior goleiro artilheiro da história do futebol mundial (com 132 gols na data de sua aposentadoria), o jogador que mais vezes foi capitão de uma mesma equipe (982 jogos), e também o de jogador que mais venceu por um mesmo clube na história (com mais de 601 vitórias, batendo o recorde de Ryan Giggs, que era de 589 vitórias). Ficou conhecido pela torcida são paulina como Mito (com variações como M1TO ou mesmo M1T000, referência aos mais de 1000 jogos pelo clube), um apelido criado pelo jornalista Vitor Birner em meados do ano 2000, com reconhecimento pelo espírito profissional, raçudo e comprometido com o clube, apelido o qual, depois das grandes atuações e dos vários títulos importantes entre 2005 e 2008, se popularizou.

Destaca-se por ser o maior goleiro artilheiro na história do futebol mundial até hoje. Sua precisão nas cobranças, tanto de faltas quanto de pênaltis, fizeram dele, em agosto de 2006, o goleiro com o maior número de gols marcados na história do esporte, superando o paraguaio Chilavert.

Chama a atenção também por ser o jogador com mais vitórias pelo mesmo time, superando o britânico Ryan Giggs, do Manchester United, que possui 589 vitórias. Ultrapassou essa marca no jogo contra o Goiás, em 27 de outubro de 2014, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro.

CARREIRA DE JOGADOR
Início no Sinop
Nascido no interior do Paraná, na cidade de Pato Branco, mas tendo crescido no estado de Mato Grosso, ele foi revelado como goleiro pelo Sinop Futebol Clube, da cidade homônima, onde até hoje moram a maior parte de seus familiares e onde obteve seu primeiro título profissional.

Com apenas dezessete anos, em 1990, foi lançado pelo então técnico do Sinop, Nilo Neves ao time profissional, na época ele se dividia entre o trabalho no Banco do Brasil e a prática esportiva. Sua primeira partida de futebol profissional foi no dia 15 de abril de 1990 contra o Cáceres. Pelo clube mato-grossense Rogério Ceni realizou onze partidas levando seis gols.

São Paulo
Foi contratado com dezessete anos pelo São Paulo, em 7 de setembro de 1990, ficando com o posto de quarto goleiro. Foi vice-campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 1992 na condição de reserva do promissor Alexandre, numa decisão perdida nos pênaltis para o Vasco da Gama de Valdir Bigode. Em julho de 1992, após a fatídica morte do goleiro Alexandre num acidente de carro, Rogério Ceni subiu em definitivo para o time e foi promovido a terceiro goleiro do time profissional, através de Telê Santana, começando a ser inscrito para alguns jogos do campeonato paulista, mais precisamente no dia 20 de agosto no empate de 0 a 0 contra o Guarani Futebol Clube em Campinas, quando sentou no banco de reservas de Zetti pela primeira vez na carreira. Foi inscrito para a Supercopa da Libertadores daquele ano.

Em 1993 voltou para os juniores sendo campeão como titular da Copa São Paulo. Sempre se espelhando em Zetti, o jovem batalhou muito e imediatamente subiu como reserva absoluto. Nesse mesmo ano, aos vinte anos de idade fez sua estreia como profissional no dia 25 de junho de 1993, contra o Tenerife no Torneio Santiago de Compostela, pegando um pênalti na vitória do São Paulo por 4 a 1. Rogério Fez parte do elenco vitorioso que ganhou vários títulos, comandado por Telê Santana. Nesta fase, integrou a equipe de baixo, conhecida como "Expressinho", que conquistou o título da Copa Conmebol, em 1994, com o então jovem treinador Muricy Ramalho (que se tornou seu amigo pessoal) no comando da equipe. Depois de seis anos de espera, após a saída de Zetti em 1996 para o Santos, Rogério Ceni assumiu a posição de goleiro titular do time. Inicialmente, era conhecido apenas como "Rogério"; passou a ser chamado também pelo sobrenome posteriormente.

Recebeu por seis vezes a Bola de Prata, prêmio este concedido pela revista Placar ao melhor jogador da posição durante o Campeonato Brasileiro, e no ano de 2008, além do troféu de prata, recebeu a Bola de Ouro como o melhor jogador do Campeonato Brasileiro. Rogério Ceni é o segundo jogador mais premiado do prêmio Bola de Prata na história do futebol brasileiro, atrás apenas de Zico. Em 2001, o São Paulo recebeu um documento cujo teor era o de uma proposta oficial do clube inglês Arsenal para contratar o jogador. O documento era timbrado pela empresa Tango Sports Marketing, que pertencia ao empresário de Rogério, Oliveira Júnior. Todavia, tanto o Arsenal quanto Oliveira Júnior negaram ter feito a proposta.

O presidente do São Paulo, Paulo Amaral, suspendeu Rogério Ceni por 29 dias, acusando-o de haver forjado o documento para obter aumento salarial. Por conta desta "rusga" com o presidente do clube, jornais, à época, chegaram a noticiar que a final da Copa dos Campeões de 2001, contra o Flamengo, seria a última partida de Rogério com a camisa do clube. Por fim, Rogério entendeu-se com os dirigentes, foi reintegrado à equipe e ganhou um aumento. O caso foi referido pela jornalista Milly Lacombe, que afirmou no programa televisivo Arena SporTv que Rogério havia forjado uma assinatura. O jogador processou-a por calúnia e obteve ganho de causa.

Em 2005, foi o melhor ano para Rogério, sendo o líder do time vencedor, conquistando o Paulista, a Libertadores e o Mundial de Clubes, sendo o ano que Rogério mais balançou as redes adversarias e entrando de vez com um dos maiores ídolos da história do São Paulo FC. Sendo nesse ano o melhor jogador da Libertadores e do Mundial de Clubes da FIFA.

No ano de 2006 foi condecorado com o troféu de ouro concedido para o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro, juntamente com o troféu de melhor jogador do campeonato, prêmios concedidos pela CBF em grande festa realizada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2007, voltou a receber o prêmio de Melhor Goleiro do Campeonato Brasileiro, além de Craque do Brasileirão e Craque da Torcida, todos concedidos pela CBF.

Rogério entrou três vezes na lista dos dez melhores goleiros do mundo, elaborada anualmente pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS), entidade com sede na Alemanha. Em 2005 foi o nono colocado, em 2006 ficou na sexta colocação e em 2007 ficou na quinta colocação.

Foi indicado ao prêmio Bola de Ouro, da revista France Football, em 2007, sendo o primeiro jogador atuando na América do Sul a concorrer ao prêmio, mas acabou ficando em um vigésimo sétimo lugar. Depois dele Neymar foi indicado ao prêmio Bola de Ouro da FIFA em 2011, sendo o segundo a ser indicado pela France Football e o primeiro a ser indicado pela FIFA.

Seu profissionalismo e dedicação ao clube e o carisma que tem junto à torcida são destaques que marcam a carreira do jogador, e determinantes para ter recebido o slogan: "Todos têm goleiros, só nós temos Rogério Ceni". No dia 7 de setembro de 2010, Rogério Ceni completou vinte anos vestindo a camisa do São Paulo, sendo três deles pelas categorias de base. Já no dia 7 de setembro de 2011, Ceni fez seu milésimo jogo pelo São Paulo, no qual venceu por 2 a 1 o Atlético Mineiro.

Em 27 de março de 2011, Rogério Ceni alcançou a marca de 100 gols na carreira no jogo válido pelo campeonato paulista contra o Corinthians, jogo no qual acabou 2x1 para o tricolor paulista. No dia 27 de janeiro de 2012 Ceni operou o ombro para corrigir uma instabilidade em seu ombro direito, lesionado doze dias antes com previsão de volta em seis meses. Seu retorno ao gramado ocorreu no dia 29 de julho, na vitória do São Paulo por 4x1 sobre o Flamengo. Fez seu 1° gol depois da volta contra o Bahia no jogo de ida pela Copa Sul-Americana. Ceni critica duramente a CBF e é integrante do movimento por melhorias na estrutura do futebol brasileiro denominado Bom Senso F.C.

Aposentadoria
No dia 5 de junho de 2015, Rogério Ceni prorrogou seu contrato com o São Paulo, desta vez o termo aditivo estendeu o contrato até 31 de dezembro de 2015, permitindo assim que ele disputasse mais uma vez o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil.[29] Esta foi a segunda vez que o atleta adiou sua aposentadoria.
Sua última partida oficial pelo São Paulo foi em 28 de outubro de 2015, na derrota para o Santos na Vila Belmiro por 3 a 1, pela Copa do Brasil.

No dia 11 de dezembro do mesmo ano, Rogério fez sua despedida oficial dos gramados. Em jogo festivo no Estádio do Morumbi, foram reunidos alguns jogadores que foram campeões mundiais pelo São Paulo, que foram distribuídos em duas equipes: os campeões de 1992 e 1993 contra os campeões de 2005. O goleiro atuou pela equipe de 2005, convertendo um pênalti no final da partida. A banda Ira! fez um show no intervalo do jogo e Rogério, junto com o vocalista Nasi, cantou Envelheço na Cidade.

Ao final do jogo, Rogério agradeceu aos torcedores pelos 25 anos de São Paulo, e declarou: "Gostaria que, quando eu morresse, eu fosse cremado e as minhas cinzas fossem jogadas aqui no Morumbi, para que eu possa sempre lembrar do que aconteceu".

TÉCNICO
São Paulo - 2016
Fortaleza - 2017
Cruzeiro - 2019
Fortaleza - 2020
 
Cidade de Origem: São Paulo

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