Quando uma marca de luxo deve observar o futebol

Assistir a um jogo de futebol, pode ser muito inspirador para quem quer dar excelência ao seu negócio, ainda mais quando o jogo em referência é Brasil X Argentina.

O futebol brasileiro é reconhecido internacionalmente pela alegria, irreverência e aquele olhar um tanto quanto amador de jogar bola apenas pelo prazer do esporte, do jogo pelo jogo, seja lá qual for o resultado.

Desde os tempos nascedouros do futebol no Brasil até hoje, ainda impera esse clima de “raça”, esforço, lutar pela camisa, como se isto fosse tão sofrido que merecesse um troféu pela sobrevivência ao final de cada partida. O que se aponta em geral é se o jogador deu seu melhor, e nunca, ou raramente se observa o conjunto, o resultado do grupo que no final das contas é o que venceu ou perdeu o jogo em questão.

E a partir destes questionamentos, podemos criar um paralelo com a gestão de marcas, no caso, as marcas de luxo que tem aportado no país, em busca de craques para serem adicionados ao seu empreendimento.

Recentemente, aguardando a chegada de amigos em um hotel de luxo em São Paulo, ouvi de relance três pessoas estrangeiras, falando em inglês da sua dificuldade em achar pessoas realmente envolvidas com o seu trabalho para serem integradas à equipe brasileira de sua marca. O desapontamento partia de que todos os entrevistados eram muito legais, porém pouco ou nada comprometidos com o resultado final.

Isso me fez ponderar, do porque todo mundo é tolerante com o Neymar e tem implicância com o Messi, não apenas por ele ser argentino, claro.

O fato é que o jogador amigo, o carismático, o que está sempre acessível, nem sempre é o vencedor e, traçando um paralelo entre funções, igualmente o funcionário brasileiro tende a ser muito sorridente, porém pouco eficiente no quesito de vendas de produtos e serviços.

O talento de Neymar é fabuloso, destoa por ir além do esperado, tem uma história brilhante que ainda vai trazer muito mais alegrias aos torcedores, mas é preciso amadurecer esse talento todo, já que quando o colocamos diante de Lionel Messi, a história fica um pouco diferente.

Messi fala pouco, é focado no jogo, sempre mira o gol, e só para quando ele, ou a bola, estão dentro da rede. Seus ataques são certeiros, seu posicionamento para receber a bola impecável, e seus passes efetivos.  Seus números são insuperáveis, ou melhor superáveis apenas por ele mesmo, a cada nova partida. 

Levando isso para uma empresa, esse funcionário, seria aquele que gera segurança de receber funções delegadas por parte de seus superiores,  conforto por parte dos seus iguais, porque também serão a oportunidade de brilhar quando necessário, e resultado positivo ao final de cada projeto ou ação empresarial.

Jogador nenhum ganha jogo sozinho, time nenhum ganha jogo sem talentos, e técnico algum consegue unir isso tudo sem o todo funcionando perfeitamente.

Marcas de luxo, são efetivamente times de estrelas, selecionadas a partir dos mais altos talentos que se possam adquirir no mercado de trabalho. E diferentemente de um Chelsea, Barcelona ou Real Madri, quando estão no Brasil, não podem contratar estrangeiros, pelas barreiras da língua, e precisam e muito, dos talentos nacionais.

E estes talentos, precisam ser lapidados, para que aprendam que amizade com o cliente vai até o ponto em que o negócio é fechado, pois sem a venda, não há salário, emprego, nem empresa aberta. Além disso, uma marca de luxo, pode “se dar ao luxo” de ter muitos Neymar e Messi juntos no mesmo time,  devidamente orientados ao seu posicionamento ideal.

E nada melhor do que comemorar um golaço ao final do dia, com os resultados de uma vitória total, pois motivados, seguimos adiante em busca daquela nova conquista com gosto de título mundial.

Escrito por Claudio Prado Jr.
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