E na hora das mudanças?

Entre as poucas certezas dos dias de hoje, uma delas é que tudo continuará mudando muito rapidamente. A situação econômica mundial, as novas gerações, as mudanças sociais e a demanda cada vez mais variada dos consumidores; tudo colabora para que a estabilidade futura seja menos provável.

No mundo dos negócios, as mudanças necessárias nas matrizes das multinacionais é um exemplo clássico de como as mudanças acontecem e se propagam pelo mundo. Muitas vezes somos apenas receptores das mudanças que aparentam ser tão desnecessárias para o mercado local quanto inexplicáveis.

Mas como as organizações e os líderes tratarão estas mudanças no futuro?

Se tomamos as experiências passadas, grosseiros equívocos no trato das pessoas acontecem nestes momentos de desespero. Implementação top-down sem explicações plausíveis, funcionários tomados de assalto com dispensas sumárias, profissionais demitidos sem qualquer feed-back útil na saída, quebra de valores e tantas outras abordagens desrespeitosas foram praticadas.

O que aprendemos?

Aprendemos que as coisas podem ser feitas de maneira melhor na próxima vez. É necessário questionar o que é realmente necessário, principalmente no que se refere à forma de se implementar as mudanças.

"Change Management" não pressupõe ser sempre tão ruim para todos, como é a percepção de muita gente. Mas se lembrarmos os fatos do passado, até parece que alguém aproveita a ocasião para dar vazão à sua crueldade. Muitos gestores tratam seus colaboradores ou quase ex-colaboradores como se nunca mais fosse encontrá-los na vida, ou como se fossem desprovidos de qualquer competência! É importante relembrar que eles não estão desaparecendo ou morrendo. Apenas irão trabalhar em outra empresa...

É chocante ouvir ex-funcionários comentarem que "entrei numa empresa e saí de uma outra completamente diferente, não tinham os mesmo valores...". Por tanta diferença no trato de pessoas que contribuíram tanto?

Talvez o aspecto mais importante a se recordar nas mudanças mal conduzidas, é o efeito sobre aqueles que ficam. As quebras de valores e práticas distintas do discurso de sempre da empresa, são percebidas por todos, inclusive pelos que ficam.

Não são as mudanças que afetam as pessoas tão negativamente. São as práticas obsoletas, desrespeitosas e dissonantes que provocam perda de confiança em todas as pessoas...

Na próxima vez, na hora das mudanças, podemos fazer muito melhor!

Escrito por Yoshio Kawakami
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